segunda-feira, 26 de junho de 2017

Avisem o Cuca: o Palmeiras está no páreo no Brasileiro

Alguém precisa dar uma ligada para o quarto do Cuca na Academia de Futebol.

O Palmeiras está completamente dentro do Campeonato Brasileiro. Os dez pontos que hoje separam o líder Corinthians do Alviverde são, objetivamente, quatro, se levarmos em conta que há seis em confronto direto ainda a serem disputados pelos rivais. 

Chega a dar raiva ouvir alguém falar em priorizar torneios ainda em junho de 2017. É absolutamente prematuro qualquer pessoa no Palmeiras falar algo assim. 

Nem digo isso por conta dos gastos feitos na montagem, porque clube de futebol não é banco de investimentos para que o investimento parametrize o objetivo de ganho. Taí o Borja, que custou caro, mas não está se adaptando, para demonstrar isso. Os motivos para ninguém falar em prioridade a essa altura dos campeonatos são simples. 

Ainda faltam nove rodadas para o fim do 1º turno, o Palmeiras disputou seis jogos fora de casa contra apenas quatro em seus domínios. O Palestra também não enfrentou nenhum dos times que estão à sua frente na tabela - Corinthians, Flamengo e Grêmio e Botafogo, esse último pelo critério de pontos perdidos. Há nada menos que 84 pontos em disputa.  

Tchê Tchê e Willian comemoram com Guerra o seu segundo gol na vitória por 2 a 1 sobre a Ponte Preta, em Campinas, pelo Campeonato Brasileiro (Cesar Greco/AG. Palmeiras)
O time também ganha mais consistência a cada rodada. Cuca, aos poucos, vem conseguindo limpar o terreno das ideias e conceitos de seu antecessor e montando o seu time à semelhança da equipe campeã no ano passado. 

Tchê Tchê, expulsão besta contra a Ponte Preta à parte, está evoluindo. Guerra está cada vez melhor.  Moisés, o outro pilar de Cuca em 2016, volta a jogar em pouco mais de um mês. Luan acabou de estrear na zaga. E o time ainda vai atrás de um centroavante, que, segundo os colegas do Globo Esporte noticiaram com primazia nessa segunda, 26, pode ser Diego Souza (falo mais disso abaixo). 

Se ao menos as copas estivessem perto do fim, ainda faria sentido pensar em prioridades. Se o Palmeiras tivesse um elenco muito heterogêneo e sem opções, também. Mas com o Continental e a Copa do Brasil ainda nas oitavas de final, por que, cazzo, o Palmeiras sequer cogitaria priorizar uma das competições?

Vamos supor o pior dos mundos e o Palmeiras, bate na madeira, cai nos dois torneios de mata-mata. A partida da volta contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, será em 26 de julho. A volta contra Barcelona de Guaiaquil, pela Libertadores, está agendada para 9 de agosto. Assim se tudo der errado, o ano do Palmeiras vai acabar a quatro meses do Reveillón? 

Não, peraí, né?  

É claro, que se tudo der certo, pode ser o caso de o time poupar um outro jogador em alguns jogos do Nacional. Mas a partir das semifinais. Não dá nem para pensar nisso agora. 

Pela lógica do futebol, o Corinthians também vai ter seu momento de queda de rendimento. Isso é natural, sempre acontece e tal mal ainda não acometeu a equipe de Itaquera. 

Palmeirense, não desista do Brasileiro e dê esse recado ao seu time, lotando os estádios no Nacional, bem como nos torneios de mata-mata. A despeito do começo complicado, é inegável que o Palmeiras tem um dos melhores elencos do País. 

É por tudo isso que o Palestra não tem motivos para deixar de almejar seu décimo título brasileiro, o quarto bi de sua história (67-67; 72-73; 93-94; 2016-17?).

* * * 

Sobre Diego Souza, eu estava no Palestra Itália naquele fatídico Palmeiras 1 a 0 sobre o Atlético-GO (falo do jogo aqui nesse texto), há 7 anos. Do antigo Setor Visa, do outro lado, portanto, vi Diego gesticular obscenamente em direção à numerada coberta. Fiquei revoltado no dia. Pedi a cabeça dele e o xinguei veementemente na época. 

E hoje? 



Honestamente, o bem do Palmeiras está acima de meu orgulho. Se voltar, como já fez na época, pedindo desculpas e com vontade de jogar futebol, será muito bem-vindo. Diego vive hoje o melhor momento de sua carreira e tem, como Tite já notou, ao chamá-lo para a seleção, todas as características de explosão e individualidade para substituir Gabriel Jesus no esquema de Cuca. 

Ainda que ele tenha perdido o gol, cara a cara com Cássio, que mudou a história da humanidade, naquelas quartas da Libertadores de 2012. Nada melhor do que limpar sua barra por aquele erro do que fazer os gols que podem levar o Palmeiras a conquistar sua segunda Libertadores neste ano. 


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