quinta-feira, 13 de abril de 2017

Borja, dejame decirte una cosita acá...

Yo pensé en escribir en Castellano, pero tal vez sea mejor que yo lo haga em portugues, para que tengas oportunidád de estudiar un rato más nuestro idioma, erre? 

Fala aí, Borja, meu chapa: está muito legal jogar no Palmeiras, não tá? Estrutura, estádio, dinheiro, elenco e torcida fora de série. 


Então, falando em torcida, deixe-me falar uma coisa aqui. O pessoal está louco para te idolatrar. Veem em você um pouco de Oséas, sabe? Conhece o Oséinha da Bahia? Vale o Google.

Então, mas ainda nesse assunto de gol, torcida e tal, eu queria falar de um negócio meio chato. Desculpe.

Sinceridade? Você não pode perder tanto gol, cara. Eu não estou dizendo que a culpa dos sufocos nos jogos é sua. Mas você tem recebido, e conquistado, verdade seja dita, excelentes chances de matar jogos, tranquilizar o time e fazer os adversários abrirem as defesas. Lembra de Tucumán? Lembra do Jorge Wilsterman aqui no Allianz Parque? Porra, cara, foram alguns gols perdidos, não foi um só, nem dois...

Eu cheguei a imaginar um remake do 6 a 1 no Boca, de 1994, dessa vez contra o Peñarol, quando você foi bater o pênalti na quarta-feira, na Libertadores. Mas, ao mesmo tempo, eu tinha certeza de que você não iria fazer o gol. Qué passa, mijo? 



Na hora em que você perdeu o pênalti, eu vi o empate consumado. Todos vimos. Sei que não foi por mal, fique tranquilo quanto a isso, mas seu field goal foi gasolina pros uruguaios. Um pênalti desperdiçado infla o ânimo de quem se safa. E, ontem, você acabou dando isso de bandeja para os caras. Será que era a hora de você se expor assim? Deixa pro Dudu, de repente. Para o Zé, como segunda opção.

Pode ser que você esteja precisando de um ajuste.

Olha o Felipe Melo. Esse, a torcida abraçou desde o dia zero, sim. Mas, no campo, ele estava meio “Pica-Pau doidão”, sabe? Aliás, passa o desenho do Pica-Pau na Colômbia? Enfim, ele chegou falando muito, dando carrinho, intimando jogador do Botafogo de Ribeirão em primeira rodada de Paulista, prometendo tapa na cara... Mas foi amansando, diminuindo a pirotecnia. E está jogando muita bola.

Vai lá, se tranquiliza. Sei que é isso que o Eduardo Baptista também lhe diz para fazer. Comece a fazer os gols e se consagre. O palmeirense está louco para te abraçar, é um torcedor apaixonado. Faça com que essa paixão jogue a seu favor. 


Vamos a jugar fútbol, parce! Y hacer los goles, erre? Abrazo!  

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